Mais uma de Lula. Desta vez, ele se inspirou em Raul Seixas para dizer que prefere ser uma “metamorfose ambulante”, justificando que vai mudando à medida que as coisas vão se transformando. Evidente que Lula fazia referência a votação da CPMF no Senado, mais que uma questão de honra, uma forma de manter a boa vida dele e dos ungidos. A CPMF seria para melhorar a ação da saúde. Piorou. O Barril de pólvora chamado Saúde está prestes a explodir de vez, no Nordeste, principalmente. Será que o Lula pensa que o ouvido do povo é penico.
É PRECISO ENTENDER A POLÍTICA
É preciso entender que na América Latina não há mais espaço para ditaduras, disfarçadas de esquerda ou não. Alguns espertos em política têm feitos análises equivocadas sobre os rumos políticos, principalmente depois que tomou posse a atual safra de mandatários latino-americanos. Lula, Chávez, Rafael Correa, Evo Morales e mesmo Michelle Bachelet, Tabaré Vázquez e Daniel Ortega. Em 2002, após a primeira eleição de Lula as previsões eram de que a América latina daria uma guinada à esquerda, entendendo esquerda como os modelos políticos comprometidos com projetos sociais. Sinceramente, o que realmente ocorreu?
UMA SOCIEDADE EM MOVIMENTO
O giro à esquerda não se completou. Com exceção do Uruguai, por sua maior estabilidade, os demais esbarraram no assistencialismo travestido de justiça social. O Chile, também por seu maior avanço do sistema político, estancou numa democracia socialista vegetariana. Chávez pratica um modelo totalitário atrasado, apenas sustentado pelas “verdinhas” que brotam do petróleo. Lula sustenta um modelo menos atrasado, mas seu “doping” social não deixa perspectivas alentadoras quanto ao futuro. Não há unidade, nem liderança duradoura e prevalecente na AL. De tudo só fica uma certeza é a sociedade quem dá o tom dos movimentos, atravessada por toda classe de conflitos. De distribuição de renda, de origem étnica (Caso maior de Morales), de incorporação dos excluídos...
DUPLA HORIZONTALIDADE
Andando pelo sertão queimado pelo sol causticante despertei para o intenso brilho do chapéu das parabólicas, encimando barracos miseráveis. Depois, vi na cintura de transeuntes entorpecidos pela modorra um pequeno aparelho –o celular. É a horizontalidade tecnológica influindo diretamente na horizontalidade social. Essa consciência, que chega de longe e de perto que difunde inexoravelmente a injustiça das desigualdades, coloca em ebulição as tradições, o desenvolvimento de novos extratos sociais, nascidos da expansão do sistema educativo, produz o amálgama da resistência aos regimes políticos verticais.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Rei Morto, Rei Posto...
O senador Inácio Arruda e o ex-senador Sergio Machado, atual presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, estão tristes e com a barba de molho. Mesmo absolvido Renan Calheiros já não é o poderoso de plantão do Congresso. A jogada de renunciar foi necessária para que a brigada sem ética do Senado, servil ao Planalto, votasse favorável ao alagoano descarado. Não vale a pena dizer mais.
NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS...
Seja sincero, dá para levar a sério um governo com tantos desmantelos? Como diz um amigo, o balacobaco foi a marca dessa turma do PT e subservientes. Preste atenção, em cinco anos de poder o que se viu foram escândalos pipocando de todos os lados. Já caíras dois presidentes da Câmara dos Deputados, um presidente do Senado, cinco presidentes dos maiores partidos e estão sendo julgados no STF ex-ministros de Lula e importantes dirigentes do PT. E Lula pregando moral e dando lições com um ufanismo adolescente, fingindo que está tudo bem e que ele não está nem aí!
NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS...
Seja sincero, dá para levar a sério um governo com tantos desmantelos? Como diz um amigo, o balacobaco foi a marca dessa turma do PT e subservientes. Preste atenção, em cinco anos de poder o que se viu foram escândalos pipocando de todos os lados. Já caíras dois presidentes da Câmara dos Deputados, um presidente do Senado, cinco presidentes dos maiores partidos e estão sendo julgados no STF ex-ministros de Lula e importantes dirigentes do PT. E Lula pregando moral e dando lições com um ufanismo adolescente, fingindo que está tudo bem e que ele não está nem aí!
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
A Maldição do Réveillon
Não bastasse a corrupção atestada na festa de 2006, que prefeita teima em negar (é claro), mas é uma verdade cristalina, o réveillon de 2008 já está sob suspeita. O edital convocatório da licitação não foi publicada no Diário Oficial do Município (o que é uma obrigação da lei). Quer dizer, é uma farra do dinheiro público só com os companheiros. Marxista esotérica dá nisso.
A FILA DA MORTE
Como quase todos os nossos jornais e TVs (e o rádio, também) de Fortaleza vivem do balcão de negócios públicos (para não dizer abertamente que são vendidos) não abordam as grandes questões que afetam o povo o jeito foi apelar para a Internet, pois esta ninguém domina. Os médicos do IJF criaram um blog que divulga o nome das pessoas que estão na fila da morte, ou seja, de doentes graves que aguardam vagas na UTI do IJF. Afora a questão ética e o interesse dos médicos em ganhar mais, óbvio, sobra principalmente a inaptidão da prefeita em administrar qualquer coisa. Esperta politicamente ela é. A prova é que até hoje não saiu do palanque, mas a política é um meio e não um fim. Mas, enquanto os doentes morrem na fila, a prefeita viaja pela Europa, compra carros blindados e faz discursos raivosos.
AGORA O VICE ASSUMIU
Na atual vilegiatura da prefeita Luizianne pela Europa, incluindo Paris, o vice Carlos Veneranda foi avisado e assumiu o posto de Prefeito (a Lei Orgânica de Fortaleza regula que é automática). Mas será que a prefeita lembrou de pedir autorização à Câmara Municipal para se ausentar do País? Na vez anterior que viajou (há menos de um mês), a prefeita não pediu permissão e nem passou o cargo ao vice. É motivo de cassação, diz o Decreto Lei 201, artigo 4°, que define e estabelece as sanções sobre as infrações de natureza administrativa. Quem se habilita a pedir? Evidente que como a CMF é em sua maioria vendida pode chegar um pedido com data atrasada e ser acatado. Mas que não houve notícia alguma de leitura de pedido da prefeita para se ausentar do País, com certeza, não houve.
TROPA DE ELITE
Você já assistiu a esse apologético filme? Eu não assisti e não vou, nem de navio, como costuma dizer um amigo. Pelo que li e pelo que me contaram fiquei ensimesmado. Não seria, como a maioria dos filmes sobre violência, mais um a fazer a apologia da violência ao invés de provocar uma reflexão? Minha preocupação é partilhada por algumas pessoas que estudam e a violência aqui e a alhures. Sobre o assunto veja o que disse o filósofo espanhol, professor da Universidade de New York, Eduardo Subirats, ao jornal Estado de S. Paulo:
Sobre esta classe de películas deve-se recordar que a diferença entre o culto à violência e a reflexão sobre a violência é tão tênue como uma brisa. Além do mais, o problema da violência urbana não se resolve com filmes, mas com uma vontade política de acabar com ela. Porém, hoje, assistimos mundialmente ao fenômeno oposto. Desde Bagdá até Tijuana, o crime organizado é um dos grandes negócios do século: o tráfico ilegal de drogas, armas e seres humanos que este crime ampara militar ou paramilitarmente é um dos grandes dilemas do nosso tempo.
OS VELHOS FASCISMOS
Como um dos intelectuais mais influentes da atualidade, Subirats também fala, como já abordamos aqui, sobre o momento antielitista/intelectual que vivemos:
Intelectual midiático não é elite, não é transformador!
O que distingue intelectualmente uma elite não é o poder político ou institucional da classe que seja. O poder institucional define a burocracia, o intelectual orgânico ou a estrela literária. O que distingue uma elite intelectual em um sentido estrito não é o poder político, mas a capacidade de desenvolver uma crítica, de criar uma forma de ver, de pensar e de ser, reside na força reformadora e transformadora das linguagens e a consciência de uma sociedade. Nesse sentido, hoje vivemos em uma era antielitista, um antielitismo que se crê democrático, mas na realidade recolhe o pior da herança antiintelectual dos velhos fascismos. Vivemos em uma era na qual o papel educador e orientador dessas elites intelectuais tem sido tomado e monopolizado pelo burocrata acadêmico, pela estrela da mídia, pelo agente editorial, pelo administrador político.
A FILA DA MORTE
Como quase todos os nossos jornais e TVs (e o rádio, também) de Fortaleza vivem do balcão de negócios públicos (para não dizer abertamente que são vendidos) não abordam as grandes questões que afetam o povo o jeito foi apelar para a Internet, pois esta ninguém domina. Os médicos do IJF criaram um blog que divulga o nome das pessoas que estão na fila da morte, ou seja, de doentes graves que aguardam vagas na UTI do IJF. Afora a questão ética e o interesse dos médicos em ganhar mais, óbvio, sobra principalmente a inaptidão da prefeita em administrar qualquer coisa. Esperta politicamente ela é. A prova é que até hoje não saiu do palanque, mas a política é um meio e não um fim. Mas, enquanto os doentes morrem na fila, a prefeita viaja pela Europa, compra carros blindados e faz discursos raivosos.
AGORA O VICE ASSUMIU
Na atual vilegiatura da prefeita Luizianne pela Europa, incluindo Paris, o vice Carlos Veneranda foi avisado e assumiu o posto de Prefeito (a Lei Orgânica de Fortaleza regula que é automática). Mas será que a prefeita lembrou de pedir autorização à Câmara Municipal para se ausentar do País? Na vez anterior que viajou (há menos de um mês), a prefeita não pediu permissão e nem passou o cargo ao vice. É motivo de cassação, diz o Decreto Lei 201, artigo 4°, que define e estabelece as sanções sobre as infrações de natureza administrativa. Quem se habilita a pedir? Evidente que como a CMF é em sua maioria vendida pode chegar um pedido com data atrasada e ser acatado. Mas que não houve notícia alguma de leitura de pedido da prefeita para se ausentar do País, com certeza, não houve.
TROPA DE ELITE
Você já assistiu a esse apologético filme? Eu não assisti e não vou, nem de navio, como costuma dizer um amigo. Pelo que li e pelo que me contaram fiquei ensimesmado. Não seria, como a maioria dos filmes sobre violência, mais um a fazer a apologia da violência ao invés de provocar uma reflexão? Minha preocupação é partilhada por algumas pessoas que estudam e a violência aqui e a alhures. Sobre o assunto veja o que disse o filósofo espanhol, professor da Universidade de New York, Eduardo Subirats, ao jornal Estado de S. Paulo:
Sobre esta classe de películas deve-se recordar que a diferença entre o culto à violência e a reflexão sobre a violência é tão tênue como uma brisa. Além do mais, o problema da violência urbana não se resolve com filmes, mas com uma vontade política de acabar com ela. Porém, hoje, assistimos mundialmente ao fenômeno oposto. Desde Bagdá até Tijuana, o crime organizado é um dos grandes negócios do século: o tráfico ilegal de drogas, armas e seres humanos que este crime ampara militar ou paramilitarmente é um dos grandes dilemas do nosso tempo.
OS VELHOS FASCISMOS
Como um dos intelectuais mais influentes da atualidade, Subirats também fala, como já abordamos aqui, sobre o momento antielitista/intelectual que vivemos:
Intelectual midiático não é elite, não é transformador!
O que distingue intelectualmente uma elite não é o poder político ou institucional da classe que seja. O poder institucional define a burocracia, o intelectual orgânico ou a estrela literária. O que distingue uma elite intelectual em um sentido estrito não é o poder político, mas a capacidade de desenvolver uma crítica, de criar uma forma de ver, de pensar e de ser, reside na força reformadora e transformadora das linguagens e a consciência de uma sociedade. Nesse sentido, hoje vivemos em uma era antielitista, um antielitismo que se crê democrático, mas na realidade recolhe o pior da herança antiintelectual dos velhos fascismos. Vivemos em uma era na qual o papel educador e orientador dessas elites intelectuais tem sido tomado e monopolizado pelo burocrata acadêmico, pela estrela da mídia, pelo agente editorial, pelo administrador político.
E no Brasil de Lula/FHC/Zé Dirceu
Os jornais estampam manchetes com a redução do índice de analfabetismo. E Lula comemora histrionicamente, afinal “minha mãe nasceu analfabeta, mas isso vai acabar, pois nunca na história deste país se fez tanto pela educação”. Pois é, mais uma vez o Brasil ficou em último lugar (41 participantes) no ranking de Pisa, dessa vez com ênfase para a matemática, embora não se restrinja ao tema. Em 2000, com 32 nações e ênfase para a leitura, o Brasil também ficou em último. Mesma qualificação de 2003. A verdade é que vivemos aquilo que a mídia costuma chamar de “apagão educacional”. É como um amigo, do Conselho de Educação costuma lembrar, aos 15 anos, os jovens, que freqüentaram regularmente o ensino básico, não aprenderam o essencial. São incapazes de ler e entender um texto, de resolver questões simples de matemática, de adquirir conhecimento científico. Pior: não se vislumbra luz no fim do túnel. Faltam quadros para levar avante um projeto sério de recuperação do tempo perdido.
LULA E O EFEITO CHÁVEZ
A maioria dos brasileiros respirou aliviada. Chávez e sua pretensão plena de ditadura disfarçada de socialismo foram derrotados. Ainda que novas investidas venham a ocorrer, o efeito da derrota do SIM na Venezuela já agrada bastante por sepultar a inconfessada vontade de Lula por um terceiro mandato. Já foi dito e sabemos que escondida no armário de todo “esquerdista” no poder está uma jaqueta de ditador. Desta vez concordo com o jornalista Clóvis Rossi (viu Fábio campos, espelhe-se) quando disse, em seu artigo na FSP, que “popularidade é como desodorante: tem prazo de validade. Esgotado o prazo, cheira mal”.
ELEITOR SABE O QUE QUER
Sem qualquer dúvida, Lula votaria pelo SIM a Chávez e torceu para que isso acontecesse tanto quanto torceu para que o Corinthians não caísse para segunda divisão. No mesmo dia do voto na Venezuela, a FSP publicava pesquisa (Datafolha) aconselhando que Lula se mantivesse dentro do prazo de validade, ou seja, 65% das pessoas ouvidas desaprovam a pretensão de Lula (e principalmente de sua turma, incluindo o Inácio Calheiros Arruda) de disputar um terceiro mandato. Só 31% aprovaram a idéia, número que representa exatamente o que tinham Lula e seu PT, patamar de onde nunca deviam ter saído. Lula e seu PT, que nasceram ganhando a simpatia da classe média e setores da intelectualidade, caíram para dominar (via bolsa-família) as regiões com mais numerosos bolsões de pobreza. É o que diz o Datafolha:
AVALIAÇÃO ÓTIMO+BOM DE LULA NAS CAPITAIS E ESTADOS)
Porto Alegre 26% - RS 37%; Florianópolis 33% - SC 41%; Rio 36% - RJ 43; São Paulo 37% - SP 43; Belo Horizonte 42% - MG 53; Curitiba 47% - PR 47; Salvador 43% - Bahia 54%; Distrito Federal 47%; Fortaleza 54% - Ceará 60; Recife 57% - PE 65%.
SAÚDE NO TOPO
Na mesma pesquisa, a SAÚDE aparece pela primeira vez como principal problema do Brasil. Desde mediados dos anos 90 a (in)segurança reinava absoluta no topo. Agora divide sua posição (21%) com a saúde (21%) e o desemprego (18%). A saúde também aparece como a área do governo petista que merece maior crítica. Então, vale perguntar: e para que serviu a CPMF recolhida durante todos esses anos? Zé Dirceu pode dar a resposta.
A VEZ DOS SENADORES
As duas derrotas de Lula (Chávez e o Corinthians) podem levar a terceira: a queda da CPMF. Os senadores devem estar estimulados, menos o Inácio Arruda, óbvio, depois da queda do SIM de Chávez, da descida corinthiana (milhares de torcedores já estão pedindo que Lula pare de azarar o time) e da subida Saúde ao primeiro lugar como prioridade social. Os argumentos estão montados. Se mais ninguém, afora a tropa de choque de Lula, se vender ao Planalto a CPMF está derrotada.
EXEMPLO DO EQUADOR
Já que o assunto remete ao Congresso Nacional, vamos continuar por lá. É preciso que os congressistas vejam com cuidado a proposta de uma Constituinte exclusiva para a reforma política. A atual safra congressista não gera confiança de que uma iniciativa dessa natureza acabe bem. Vejam o exemplo que vem do Equador, conforme matéria no jornal El País: “La Constituyente de Ecuador asume el poder y disuelve el Congreso”. É assim mesmo, os partidários do presidente Rafael Correa assumiram o pleno controle das instituições do País até que a nova redação da Carta Magna equatoriana seja aprovada. A onda dos golpes brancos está crescendo na América Latina e já chegou a Rússia. Como Chávez queria, via reforma constitucional, Putin conseguiu através das urnas, embora com resultado duvidoso, e já planeja se perpetuar no poder passando para primeiro ministro, cargo hoje decorativo. Dá para dormir sem pesadelos?
LULA E O EFEITO CHÁVEZ
A maioria dos brasileiros respirou aliviada. Chávez e sua pretensão plena de ditadura disfarçada de socialismo foram derrotados. Ainda que novas investidas venham a ocorrer, o efeito da derrota do SIM na Venezuela já agrada bastante por sepultar a inconfessada vontade de Lula por um terceiro mandato. Já foi dito e sabemos que escondida no armário de todo “esquerdista” no poder está uma jaqueta de ditador. Desta vez concordo com o jornalista Clóvis Rossi (viu Fábio campos, espelhe-se) quando disse, em seu artigo na FSP, que “popularidade é como desodorante: tem prazo de validade. Esgotado o prazo, cheira mal”.
ELEITOR SABE O QUE QUER
Sem qualquer dúvida, Lula votaria pelo SIM a Chávez e torceu para que isso acontecesse tanto quanto torceu para que o Corinthians não caísse para segunda divisão. No mesmo dia do voto na Venezuela, a FSP publicava pesquisa (Datafolha) aconselhando que Lula se mantivesse dentro do prazo de validade, ou seja, 65% das pessoas ouvidas desaprovam a pretensão de Lula (e principalmente de sua turma, incluindo o Inácio Calheiros Arruda) de disputar um terceiro mandato. Só 31% aprovaram a idéia, número que representa exatamente o que tinham Lula e seu PT, patamar de onde nunca deviam ter saído. Lula e seu PT, que nasceram ganhando a simpatia da classe média e setores da intelectualidade, caíram para dominar (via bolsa-família) as regiões com mais numerosos bolsões de pobreza. É o que diz o Datafolha:
AVALIAÇÃO ÓTIMO+BOM DE LULA NAS CAPITAIS E ESTADOS)
Porto Alegre 26% - RS 37%; Florianópolis 33% - SC 41%; Rio 36% - RJ 43; São Paulo 37% - SP 43; Belo Horizonte 42% - MG 53; Curitiba 47% - PR 47; Salvador 43% - Bahia 54%; Distrito Federal 47%; Fortaleza 54% - Ceará 60; Recife 57% - PE 65%.
SAÚDE NO TOPO
Na mesma pesquisa, a SAÚDE aparece pela primeira vez como principal problema do Brasil. Desde mediados dos anos 90 a (in)segurança reinava absoluta no topo. Agora divide sua posição (21%) com a saúde (21%) e o desemprego (18%). A saúde também aparece como a área do governo petista que merece maior crítica. Então, vale perguntar: e para que serviu a CPMF recolhida durante todos esses anos? Zé Dirceu pode dar a resposta.
A VEZ DOS SENADORES
As duas derrotas de Lula (Chávez e o Corinthians) podem levar a terceira: a queda da CPMF. Os senadores devem estar estimulados, menos o Inácio Arruda, óbvio, depois da queda do SIM de Chávez, da descida corinthiana (milhares de torcedores já estão pedindo que Lula pare de azarar o time) e da subida Saúde ao primeiro lugar como prioridade social. Os argumentos estão montados. Se mais ninguém, afora a tropa de choque de Lula, se vender ao Planalto a CPMF está derrotada.
EXEMPLO DO EQUADOR
Já que o assunto remete ao Congresso Nacional, vamos continuar por lá. É preciso que os congressistas vejam com cuidado a proposta de uma Constituinte exclusiva para a reforma política. A atual safra congressista não gera confiança de que uma iniciativa dessa natureza acabe bem. Vejam o exemplo que vem do Equador, conforme matéria no jornal El País: “La Constituyente de Ecuador asume el poder y disuelve el Congreso”. É assim mesmo, os partidários do presidente Rafael Correa assumiram o pleno controle das instituições do País até que a nova redação da Carta Magna equatoriana seja aprovada. A onda dos golpes brancos está crescendo na América Latina e já chegou a Rússia. Como Chávez queria, via reforma constitucional, Putin conseguiu através das urnas, embora com resultado duvidoso, e já planeja se perpetuar no poder passando para primeiro ministro, cargo hoje decorativo. Dá para dormir sem pesadelos?
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