quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O MILAGRE DA PROSPERIDADE



O deputado Federal Danilo Forte (PMDB) nega qualquer envolvimento nos desvios de dinheiro da Funasa. Afirma, quase que convicentemente que todos os casos, desde a época de Paulo Lustosa (PMDB), nada tiveram com ele. Ah, Ah, Ah, Ah! Danilo é a criatura e o senador Eunício Oliveira é o criador. E o milagre da prosperidade aconteceu. Quem não tinha dinheiro para disputar a vereança, teve para ganhar uma vaga na Câmara Federal - disputadíssima, principalmente entre as felpudas raposas do PMDB. Basta imaginar que Mário Feitoza não conseguiu eleição a federal pela legenda peemedebista e gastou mais de R$ 10 milhões.

Na Funasa, a roubalheira vem de muito longe. Paulo Lustosa passou por lá e aumentou o rastro. Lustosa, por sinal, uma vez disse em discurso na Câmara de vereadores de Fortaleza que tinha muito orgulho de ser político. Esta é a chave do problema: é o povo, que algumas vezes votou nele, que não tem orgulho do político Paulo Lustosa. Retomando o caso Funasa, depois de Lustosa, veio Danilo Forte e o rastro de irregularidade virou uma extensa trilha, mas o deputado diz que não é com ele. Com certeza, ocorreu tudo por geração espontânea.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

É O MEU BRASIL!



Não me agradam valorizações bestas de coisas do estrangeiro, como se aqui no Brasil nada prestasse. Aqui, no nosso Brasil de açúcar, tirando a grande maioria dos políticos, tudo presta. Esse negócio de um amigo, um conhecido, um parente que mora no exterior estranhar o que aconteceu no Rio, como se fosse uma coisa do Haiti, é atitude de imbecil, de quem esqueceu a destruição que o furacão Katrina causou em New Orleans. Lamento tanto que alguém, para escapar, tenha que viver em terra alheia, no exterior. É uma vida de cão.

PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS



O senhor governador do Ceará, Cid F. Gomes, pode dar a demonstração de grandeza democrática que quiser, inclusive aceitando a discordância da superintendente da Semace, mas o projeto de lei que ele enviou para a Assembleia Legislativa do Ceará isentando as obras do governo de licença ambiental é autoritário. Foi um ato falho do guapo governador, que deixou aparecer sua túnica de ditador tão bem guardada no armário.

Mesmo revelando que não sabe se isso servirá para agilizar as licenças na Semace (que, à vezes, depende da generosidade de quem pede), o governador não vai retirar o venezuelano projeto. Caberá, então aos deputados, a maioria (quase totalidade) de joelhos, corrigir o projeto governamental, que está no melhor estilo Ferreira Gomes, tornando-o adequado a uma democracia, mesmo que seja eleitoral, que tem como pilastras dois princípios fundamentais – a igualdade e a liberdade.

O BRASIL DE AÇÚCAR



O ano começou agora para mim, em termos cronológicos, mas em se falando de negócios só começa mesmo depois do Carnaval. Desculpe a ausência prolongada. É que acho que sou a única pessoa que viaja e não consegue usar a internet. Acho caro demais o custo da internet – 5 euros a hora.

Bem, isso não interessa. O que me deixa triste é que nada muda neste Brasil de açúcar. Retorno, depois de um mês fora, só vendo coisa ruim, para gostar mais do Brasil, e o que vejo é ainda pior do que o que vi. Pode?

A presidenta, que já governava há quase 8 anos, sendo o lado operativo do homem que fez o Brasil de besta (Tiririca, também fez, mas em menor escala), na primeira encrenca (a do Rio) mostra a incompetência que a gente já via, mas pensava ser mais do outro.

Em verdade, mesmo tendo chegado depois da tragédia, o que vejo e li é um verdadeiro show de incompetência e desídia nos três níveis – municipal, estadual e federal. E a nossa imprensa babaca (com exceções, é claro), como barata tonta, fica só explorando dramas ou episódios heroicos tão repetitivos que enjoam.