quinta-feira, 12 de maio de 2011

CANALHICE, INFÂMIA, VELHACARIA...

Será que ainda podemos descer mais na ética política? O legado de Lula fala alto na base aliada e causa racha até entre os pares, felizmente. Não há defesa para a deslavada velhacaria que o relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) quis empurrar para aprovação no plenário da Câmara dos Deputados. Era a polêmica votação do texto do novo Código Florestal. Foi anunciado um acordo sobre o texto final do relator, que seria submetido à votação do plenário, mas o que apareceu continha mudanças em palavras chaves do texto. Por exemplo, onde havia recompor, apareceu regularizar. É bastante diferente, não.

O pior, que mostra meridianamente a falta de caráter, foi a resposta de Rebelo a um ataque da ex-senadora e presidenciável Marina Silva sobre a alteração no texto acordado. Ao invés de explicar. Aldo Rebelo, do partido de Inácio Arruda e base aliada de Dilma/Lula, fez duras acusações contra o marido de Marina, acusando-o de cometer crimes ambientais graves, mas admitindo ter transigido quanto ao caso. Se for verdade, além de canalha, Rebelo é um criminoso.

BRIGA DE GURUS

O sem emprego Ciro Gomes não perde a mania da bazófia. Em rodas da trupe tem dito que prefere largar a política, como se fosse fazer grande falta, a continuar sem espaço no seu partido. Refere-se, o inflado guru, à falta de espaço no PSB, que lhe foi tirado pelo outro enfunado guru, Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente da sigla socialista (?). Não será novidade se o líder maior da família (sobralense) Gomes aparecer em outro partido. Já há cogitações de que ele estaria se transferindo para o PDT, onde está Patrícia Gomes, ou melhor, Saboya.

Mudar de partido não é novidade para Ciro Gomes. Começou no PDS (sucedâneo da Arena), passou para o PMDB para ficar ao lado de Tasso Jereissati, a quem acompanhou em seu ingresso no PSDB. Foi para o PPS para ser candidato a presidente da República. Depois, aportou no PSB com sua companhia, onde levou um canto de carroceria (transferiu o título de eleitor para São Paulo) do partido no seu intento de concorrer uma terceira vez ao cargo maior do país. Está sem cargo, sem emprego e sem espaço no PSB, mas com toda companhia em cargos públicos nos três níveis da República.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

SÓ CURTAS

A briga Cid x Alfredo Nascimento vale. É para sacudir o PMDB, que o irmão mais velho, Ciro, qualificou como quadrilha (e apontou o chefe, que é hoje o vice-presidente), e o mais novo (Cid) de "antro". No seu momento Ciro Gomes, o governador cearense, Cid F. Gomes, arranjou uma boa briga com o ministro dos transportes. E a presidente Dilma, o que fará? Para ela, PR é importante como integrante da base de apoio do Congresso, mas os governadores também são essenciais para segurar os subservientes de seus estados. Vai pedir ao PR para trocar de carta? E para não esquecer, Cid F. Gomes bancou o machão valente e agora o caso vira processo, mas, ainda que o público interno goste, o que rende de concreto essa briga?

A briga Cid x Alfredo Nascimento, para alguns, é para encobrir que as estradas estaduais também estão esburacadas. Algumas estavam em reforma, recuperação ou construção e foram abandonadas. Um prejuízo enorme para os cofres públicos. O prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, que é do PR, não mostrou preocupação em defender o ministro do seu partido. Pariticipando da convenção do PSDB, que elegeu Marcos Cals presidente estadual, o prefeito jogou mais lenha na fogueira ao dizer, em seus discurso, que a situação das CEs também é péssima: "quem está roubando é esse pessoal do Ceará. Está roubando ou não está fiscalizando. Das duas, uma".

E aí, quando qualificou o ministério como um "antro", o governador admitiu ou não a existência de outros?
Roberto Pessoa acha que existem outros. "A briga é política-partidária. Ele queria indicar um pessoa pro DNIT e juntar com o DER (cuida das rodovias estaduais) para fazer as falcatruas com licitações. A Copa do Mundo está aí. A roubalheira está preparada. Está todos combinados". Vai ser uma chuva de processos.

MAIS CURTAS

Você já viu um camaleão de couro mais mimético do que o senador Eunício Oliveira? Só entra nas boas e depois se esconde na paisagem. Só Mauro Filho, deputado estadual bem eleito e secretário da Fazenda do Governo Cid F. Gomes, que via seu pai ser espinafrado no palanque (eleição de Ciro a governador-CE) por Tasso e Ciro e só baixava a cabeça.

Presidente da AL-CE, Roberto Cláudio, está escorregando na baba. Cumpre tudo que o governo manda para tentar, quem sabe, uma candidatura em 2012 para a Prefeitura de Fortaleza. Ocorre que o clã Gomes (aprendeu com Jereissati) não joga só com um carta. Para 2012, ela já espalhou diversas, ainda que fracas: Camilo, Gony, Ferrúcio... Até Edson Silva e José Guimarães sonham.

Como não consegue cumprir seu papel, a Assembleia do Ceará se esmera em oferecer serviços diversos. Tá virando uma secretaria de Estado.

Acho que os petistas têm direito de litigar uma candidatura a prefeitura de Fortaleza. Agora, o deputado Guimarães (e seu cuecão) é demais!

Caso Ecad é grave, mas o órgão sempre foi uma bandalheira. Não sei o que vai dar revirando o que jogaram no Paulo Diógenes. Vai feder muito!

O presidente estadual do DEM agenda encontro com Gilberto Kassab, que reorganiza PSD. Cheiro de trairagem se espraia pelo ar.

Maia Júnior, que foi arranjador de Lúcio Alcântara e virou tucano de carteirinha, comprando helicóptero. Que diria Chico Prego?

Escatológico. Humorista Paulo Diógenes acaba show em São Luís-MA, Theatro Arthur Azevedo, porque jogaram merda rala na plateia. Em terra de Tasso de coca com ele. Em terra de Sarney de m... com ele.

domingo, 1 de maio de 2011

O RICO MUNDO DOS SEM PROFISSÃO)

Cientistas políticos de manual decretam que “o fundamento da atividade política é representar e não prestar serviço”. Ser político, portanto, não é profissão e não é classe trabalhadora e tampouco sua remuneração se encaixa nos moldes capitalistas de geração de renda. Claro demais, não é deputado federal Guimarães?

Sendo assim, como o político, integrantes do MST e beneficiários do Bolsa Família podem até comemorar o dia do TRABALHO, mas não são TRABALHADORES. José Genuíno ou o traíra "Geraldo", por exemplo, mesmo com mandato não era da classe trabalhadora. E agora, sem mandato, o que ele é? Por falar nisso, qual a PROFISSÃO de Genuíno? E do irmão dele, Guimarães? Do Inácio Arruda? Do Mauro Benevides? Cid F. Gomes é engenheiro, mas nunca fez sequer uma passagem molhada, do jeito que Ciro F. Gomes é advogado mas nunca fez uma petição. Qual a profissão deles?

De fato, era assim no princípio. Um reconhecido profissional se candidatava e era escolhido para ficar um tempo prestando serviço público, mas a exceção tornou-se a regra e é assim que o assunto deve ser tratado na reforma política que se tenta quixotescamente implementar. Alguém consegue pensar outro serviço para o velho deputado Mauro Benevides, ou mesmo para o seu esperto filho? Inácio Arruda, Ciro Gomes, Ubiratan Aguiar, Arthur Silva Filho são mais exemplos de pessoas que fizeram da política, do serviço publico, uma profissão. E muitos são muito bem sucedidos. Aqui a distorção maior ou a confirmação de que ter profissão (e ser trabalhador) não vale nada (hem Lula?) ainda que isso contrarie uma turma como Marx e Smith, Marshall, Wood e Hill, entre outros.